A MAPS, que acaba de completar 34 anos de atuação no mercado financeiro, foi selecionada pela ANBIMA para participar do Projeto Piloto de Tokenização, uma iniciativa estratégica que reúne diversas instituições do setor com o objetivo de testar, em ambiente controlado, a aplicação da tecnologia de registros distribuídos (DLT) no ciclo de vida de ativos do mercado de capitais.
A participação da MAPS ocorre em um contexto de ampla mobilização do mercado, e reflete o reconhecimento de sua trajetória, expertise técnica e credibilidade institucional, desenvolvidas ao longo de mais de três décadas de atuação em processos críticos da indústria financeira. No projeto, a MAPS integra um consórcio ao lado da APEX Group e da Inspire IP, somando competências em um esforço conjunto voltado à geração de aprendizados práticos para o setor.
À medida que novos produtos e investidores ampliam a escala do mercado financeiro, cresce também a complexidade operacional e a necessidade de avaliar como tecnologias emergentes podem ser aplicadas sem comprometer governança, rastreabilidade e aderência regulatória. Nesse contexto, a tokenização surge como um caminho promissor para repensar fluxos operacionais historicamente baseados em estruturas fragmentadas, múltiplas conciliações e elevado esforço manual.
Um piloto orientado à geração de aprendizados para o mercado
O Projeto Piloto de Tokenização da ANBIMA foi concebido com o propósito de fomentar o aprendizado coletivo do mercado, permitindo que diferentes instituições testem, de forma estruturada, aplicações reais da tecnologia DLT. Com foco inicial em debêntures e fundos de investimento, o piloto estabelece um ambiente padronizado e simulado, no qual é possível observar impactos operacionais, regulatórios e econômicos associados à tokenização.
A iniciativa não tem como objetivo demonstrar superioridade tecnológica, mas sim produzir evidências concretas sobre onde a tokenização pode gerar ganhos de eficiência, redução de riscos operacionais e maior transparência, e onde os modelos tradicionais ainda se mostram mais adequados ou eficientes.
A contribuição da MAPS no esforço colaborativo
A MAPS contribui para o projeto a partir de sua experiência na modelagem funcional de regras de negócio, especialmente nos processos de enquadramento regulatório, precificação de ativos e interpretação operacional do ciclo de vida de fundos de investimento, atividades que tradicionalmente concentram elevada complexidade operacional.
Essa contribuição se soma às competências das demais instituições envolvidas no consórcio e às de outras empresas participantes do Projeto Piloto de Tokenização da ANBIMA, que, em conjunto, constroem um ambiente colaborativo voltado ao avanço técnico e institucional do mercado.
A atuação da MAPS se apoia na experiência acumulada ao longo de 34 anos de atuação, e na inteligência operacional desenvolvida por meio de soluções amplamente utilizadas pelo setor, como o MAPS Pegasus, presente há mais de 15 anos na rotina de administradores e custodiantes. Esse histórico permite aportar ao projeto uma visão prática sobre como processos críticos do modelo tradicional podem ser observados e avaliados em uma arquitetura baseada em DLT.
Inovação estruturada como agenda de longo prazo
A participação da MAPS no Projeto Piloto de Tokenização da ANBIMA está alinhada à evolução de sua agenda estruturada de inovação, voltada à aplicação prática de novas tecnologias em produtos, serviços e processos internos. Nesse contexto, a MAPS estruturou recentemente seu Laboratório de Inovação, uma área dedicada à experimentação, validação e implementação de soluções baseadas em Inteligência Artificial e outras tecnologias emergentes.
O Laboratório de Inovação atua com foco em problemas concretos do dia a dia, buscando ganhos de eficiência operacional, evolução contínua dos produtos e geração de novas oportunidades de negócio. Com uma atuação colaborativa e transversal, a área promove a integração entre diferentes times e acelera a transformação de ideias em entregas consistentes e alinhadas às necessidades reais do mercado financeiro.
Iniciativas como o Projeto Piloto de Tokenização da ANBIMA se inserem naturalmente nesse contexto, permitindo que a MAPS contribua em ambientes controlados, regulados e colaborativos, alinhando experimentação tecnológica com rigor técnico e responsabilidade institucional.
“Ser selecionada pela ANBIMA para um projeto dessa natureza é uma oportunidade relevante de contribuir para o entendimento coletivo sobre como processos críticos da indústria de fundos se comportam em uma arquitetura baseada em DLT. O piloto nos permite analisar, com dados reais, os efeitos da tokenização em atividades como enquadramento, precificação e tratamento de eventos, apoiando o mercado na construção de avaliações técnicas e fundamentadas”, afirma Germano Capistrano Bezerra, Diretor de Inovação da MAPS.
Nas próximas etapas, o projeto avançará na execução dos testes previstos, na coleta de métricas operacionais e na consolidação dos aprendizados obtidos a partir da comparação entre os modelos on-chain e os processos tradicionais.
A MAPS seguirá acompanhando e compartilhando, ao longo do desenvolvimento do projeto, os principais insights e aprendizados gerados, contribuindo para o debate técnico e institucional promovido pela ANBIMA.
A empresa agradece à ANBIMA pela condução do Projeto Piloto de Tokenização e pela seleção da MAPS entre diversas instituições do mercado, reforçando o valor de iniciativas colaborativas que estimulam a inovação responsável e o fortalecimento do mercado de capitais brasileiro.