FRTB na íntegra. E em produção.

Janeiro de 2027 está mais próximo do que parece.

O MAPS Argus já contempla o DRC, vigente desde a Fase 2, e está preparado para as exigências do RWA SENS, que entram em vigor com a Fase 3 em janeiro de 2027, antecipando a adequação regulatória e já operando em ambiente de produção.

Sua instituição já pronta para a Fase 3 - RWA SENS?

2027 é a data regulatória, mas não precisa ser a data da sua implementação.

A terceira fase de implementação do FRTB no Brasil entra em vigor em 1º de janeiro de 2027, trazendo uma nova abordagem para o cálculo da parcela de ativos ponderados pelo risco de mercado baseada nas sensibilidades dos instrumentos financeiros.

A nova metodologia exige que dados, modelos de apreçamento, cálculo de sensibilidades, parametrizações, processamento e integração funcionem juntos. E funcionem em produção.

No MAPS Argus, esse trabalho já começou.

A solução contempla recursos para o tratamento das exigências do FRTB e permite incorporar os novos cálculos à gestão de risco da instituição antes da entrada em vigor da Fase 3.

FRTB no Brasil

Uma revisão fundamental.
Em todos os sentidos.

O Fundamental Review of the Trading Book (FRTB) é o conjunto de padrões internacionais desenvolvido pelo Comitê de Basileia para revisar a forma como o risco de mercado é identificado, mensurado e convertido em requerimentos de capital pelas instituições financeiras.

A revisão redefine aspectos importantes da fronteira entre as carteiras de negociação e bancária e estabelece metodologias mais sensíveis aos diferentes fatores de risco presentes nos instrumentos financeiros.

No Brasil, o Banco Central estruturou sua implementação de forma gradual.

Fase 1 - 2023

Fronteira e Governança

Revisão dos critérios para classificação dos instrumentos entre carteira de negociação e carteira bancária, acompanhada de novos requisitos de governança.

Fase 2 - 2024

Default Risk Charge (DRC)

Introdução do tratamento para o risco de default dos instrumentos sujeitos ao risco de mercado, considerando eventos de jump-to-default.

Fase 3 - 2027

Metodologia RWA SENS

A partir de 1º de janeiro de 2027, entra em vigor a nova abordagem padronizada para cálculo do risco de mercado baseada nas sensibilidades dos instrumentos. Delta, Vega e Curvatura passam a compor uma metodologia mais granular para mensuração da exposição aos diferentes fatores de risco.

Fase 4 - Em definição

Modelos Internos

A etapa destinada à implementação da abordagem baseada em modelos internos completa a agenda prevista pelo Banco Central para adoção do FRTB no Brasil.

O calendário regulatório define quando cada etapa passa a valer.
A preparação tecnológica define quando uma instituição estará pronta para ela.

O que muda com a Fase 3?

O risco continua o mesmo.
A forma de enxergá-lo, não.

Com a entrada do RWA SENS, a mensuração do risco de mercado passa a considerar de forma mais granular como o valor dos instrumentos responde às variações dos diferentes fatores de risco.

A nova abordagem utiliza as sensibilidades dos instrumentos para calcular os requerimentos de capital a partir de três componentes: Delta, Vega e Curvatura.

Cada posição precisa ser associada aos fatores de risco aos quais está exposta e às respectivas classes regulatórias. As sensibilidades são então ponderadas e agregadas conforme pesos, buckets e correlações definidos pela regulamentação.

Na prática, o cálculo passa a refletir com maior precisão as características e os riscos presentes em cada carteira.

Delta

Mede o impacto decorrente de pequenas variações nos fatores de risco aos quais o instrumento está exposto, como taxas de juros, spreads de crédito, preços de ações, commodities e câmbio.

Vega

Captura o risco relacionado às variações na volatilidade implícita, especialmente relevante para instrumentos com opcionalidade.

Curvatura

Considera efeitos não lineares que o Delta, isoladamente, não captura, avaliando o comportamento dos instrumentos diante de choques nos fatores de risco.

Sete classes. Diferentes fatores. Uma nova lógica de cálculo.

Na abordagem padronizada do FRTB, os riscos são organizados em sete classes:

  • GIRR — risco geral de taxa de juros;
  • CSR Non-Securitisation — risco de spread de crédito de instrumentos não securitizados;
  • CSR Securitisation Non-CTP — risco de spread de crédito de securitizações fora da carteira de correlação;
  • CSR Securitisation CTP — risco de spread de crédito da carteira de correlação;
  • Equity — risco de ações;
  • Commodity — risco de commodities;
  • FX — risco cambial.

Dentro de cada classe, fatores de risco, sensibilidades, pesos e correlações passam a determinar o requerimento de capital associado às posições.

O resultado é uma visão regulatória mais granular do risco de mercado. E uma exigência igualmente maior sobre os dados, os cálculos e a tecnologia necessários para produzi-la.

RWA SENS

A fórmula é só o começo.

O RWA SENS estabelece uma abordagem padronizada para calcular o requerimento de capital associado às sensibilidades dos instrumentos sujeitos ao risco de mercado.

Na prática, cada instrumento precisa ser decomposto de acordo com seus fatores de risco. As sensibilidades são calculadas, consolidadas, ponderadas e alocadas em categorias específicas para, então, serem agregadas de acordo com as correlações estabelecidas pela regulamentação.

E esse processo precisa acontecer diariamente.

Do instrumento ao requerimento de capital

Embora a metodologia varie conforme a componente e a classe de risco, o cálculo percorre uma sequência estruturada:

1. Identificar os fatores de risco

Cada instrumento é associado aos fatores capazes de alterar seu valor, considerando a classe de risco à qual pertence.

2. Calcular as sensibilidades

O comportamento do instrumento diante das variações desses fatores determina as sensibilidades utilizadas nas componentes Delta, Vega e Curvatura aplicáveis.

3. Consolidar e ponderar

Sensibilidades relacionadas ao mesmo fator de risco são consolidadas e submetidas aos ponderadores definidos pela regulamentação.

4. Organizar em categorias

As exposições são distribuídas nas categorias regulatórias correspondentes, permitindo considerar as características específicas de cada classe de risco.

5. Aplicar as correlações

As sensibilidades ponderadas são agregadas dentro das categorias e entre elas, considerando diferentes cenários de correlação.

6. Calcular o requerimento de capital

A combinação dos resultados de Delta, Vega e Curvatura determina o requerimento associado ao RWA SENS.

Quando o cálculo é diário, a implementação também precisa fazer parte da operação.

A Resolução BCB nº 470 estabelece o cálculo diário do RWA SENS.

Isso coloca o FRTB dentro da rotina de risco da instituição: posições, dados de mercado, modelos de apreçamento, sensibilidades, classificações regulatórias, ponderadores e correlações precisam percorrer uma cadeia consistente até chegar ao resultado.

É nessa passagem entre metodologia e operação que a tecnologia deixa de ser coadjuvante.

O desafio não termina em calcular corretamente. O cálculo precisa ser reproduzível, integrado aos processos da instituição e disponível todos os dias.

FRTB sem segredo

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Implementar é uma etapa. Colocar em produção é outra.

Entre chegar ao resultado e chegar lá todos os dias, existe uma diferença importante.

Uma implementação de FRTB precisa transformar metodologia regulatória em processo operacional.

O cálculo depende de uma cadeia que começa antes das sensibilidades e termina depois delas. Posições, dados de mercado, modelos de apreçamento, fatores de risco, parametrizações e regras regulatórias precisam estar disponíveis, consistentes e integrados para que o resultado seja produzido de forma recorrente.

E o desafio não está apenas em fazer essa cadeia funcionar uma vez.

Produção exige continuidade

A sua solução de gestão de riscos precisa estar preparada para lidar com diferentes dimensões da operação na rotina do FRTB:

Dados consistentes

Posições, instrumentos e informações de mercado precisam chegar ao cálculo com qualidade e no momento adequado.

Modelos e sensibilidades

A geração das sensibilidades depende da correta representação dos instrumentos e de modelos de apreçamento aderentes às características de cada posição.

Parametrização regulatória

Classes, fatores de risco, categorias, ponderadores e correlações precisam refletir as regras vigentes e acompanhar sua evolução.

Processamento

O volume e a granularidade introduzidos pela metodologia precisam caber dentro da janela operacional da instituição.

Integração

O resultado não existe isoladamente. Ele precisa conversar com os processos, sistemas e informações que fazem parte da gestão de riscos.

Rastreabilidade

Quando um número chega ao fim da cadeia, é preciso conseguir entender como ele chegou lá.

Produção é quando a metodologia encontra a rotina.

É nesse ponto que o FRTB deixa de ser apenas um projeto de adequação regulatória e passa a fazer parte da operação. O prazo está definido. A metodologia também. A questão passa a ser outra: quanto dessa implementação já funciona hoje dentro da sua instituição?